Costa da Caparica reclama melhores acessos às praias

Costa da Caparica reclama melhores acessos às praias

O presidente da Junta de Freguesia da Costa da Caparica (Almada), António Neves, defendeu hoje uma melhoria dos acessos às praias da região e o fecho da golada como forma de prevenir uma invasão das águas do mar.

O fecho da golada consiste na reposição do istmo que ligava a Cova do Vapor, a seguir à Trafaria, e o ilhéu onde está instalado o farol do Bugio, solução que muitos especialistas também dizem ser a melhor forma de evitar a erosão das praias da Costa da Caparica.

"Com a não concretização do programa [governamental de valorização ambiental] Polis, com a não reposição de areias, estamos com problemas de manutenção dos acessos às praias", disse à Lusa António Neves, apelando à intervenção da administração central.

"Há sítios em que estão a um, dois metros de altura do areal, na zona mais norte da frente urbana de praias - praia Norte, praia do CDS, as praias onde estão o Barbas, a Tertúlia e outras, até à zona do INATEL", disse o autarca do PSD, lamentando que este ano também não tivesse havido reposição de areias nas praias da Caparica.

Com a distância de um a dois metros do areal, explicou, a descida ao areal a partir dos acessos é difícil para a maioria das pessoas. Além disso, muitas escadas estão degradadas.

Para António Neves, melhor do que a reposição de areias seria o fecho artificial da golada, que, na opinião do autarca social-democrata, iria diminuir a erosão nas praias da Caparica.

"Enquanto existiu a restinga de areia que ligava a antiga 'Lisboa Praia' ao farol do Bugio, havia um areal extenso nas praias da Caparica", disse.

"Penso que, ainda que artificialmente, se devia fechar a chamada golada e então, a partir daí, recuperar-se as praias da Costa da Caparica, para não se estar a gastar rios e rios de dinheiro [com a reposição de areias] todos os anos", acrescentou António Neves.

Segundo o autarca, outra forma de resolver o problema da erosão dos areais das praias da Caparica seria a construção de um terminal de contentores na margem sul do Tejo, que também implica o fecho artificial da golada.

"Parece que neste momento [o Governo e a Administração do Porto de Lisboa] estão a pensar em fazer o porto de contentores aqui deste lado, mas isso ainda vai levar 15 ou 20 anos. Mas, até lá, era bom que se defendesse a Costa da Caparica, sob pena de algum dia termos um amargo de boca com uma invasão das águas do mar", concluiu.