Musical 'Partimos. Vamos. Somos' regressa à cena em Lisboa

Musical 'Partimos. Vamos. Somos' regressa à cena em Lisboa
O musical "Partimos. Vamos. Somos", que celebra os 300 anos da criação do Patriarcado de Lisboa, volta à cena de 12 a 15 de janeiro, no teatro Tivoli/BBVA, em Lisboa.
   
O musical, de autoria do padre Hugo Gonçalves, com música de António Andrade Santos, poemas de Paulo Espírito Santo e encenação de Matilde Trocado, estreou-se em novembro do ano passado, e a principal mensagem é apresentar Lisboa como uma cidade de missão.
 
O musical foi aplaudido por "mais de 5.000 pessoas", sendo esta segunda temporada em cena justificada como uma "oportunidade" para quem não assistiu ainda.
 
"As sessões correram tão bem que fomos desafiados pelo cardeal-patriarca para mais uma temporada do musical, para que quem não teve oportunidade possa agora ir ver o musical", explica a organização em comunicado.
 
O cardeal-patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, por seu turno, citado na nota à imprensa, incentiva os católicos a "esgotarem" todas as sessões, "tal como aconteceu em novembro", e afirma que é "excelente como momento evangelizador para todos e excelente como motivação diocesana para o futuro, no seguimento do Sínodo Diocesano", realizado em dezembro último, nos arredores e Torres Vedras.
 
"A mensagem principal que queremos passar com este musical é esta história de Lisboa ser uma 'cidade missão', que o foi no passado e que continua a sê-lo hoje", disse à agência Lusa o padre Hugo Gonçalves.
 
"Este musical cruza estes dois planos, o da história que nos deu uma identidade e que fez com que o papa [Clemente XI] nos premiasse com este título de patriarcado e, depois, a atualidade e como Lisboa continua hoje a ser uma 'cidade missão', e muitos continuam a partir daqui para esse mundo fora, para fazer a missão", acrescentou o sacerdote.
 
O musical envolve "mais de cem católicos do patriarcado, entre técnicos, apoio, etc.", disse Hugo Gonçalves, referindo que, "em palco, vão estar 50 jovens e crianças vindos de toda a diocese".
 
Hugo Gonçalves nasceu há 37 anos, em Lisboa, é formador no Seminário de S. José de Caparide e colabora em vários projetos pastorais dirigidos a jovens.
 
O sacerdote realizou seis missões em África e atualmente participa na Missão LX e na Missão País, segundo dados do Patriarcado.
 
Matilde Trocado é professora de Teatro Musical, na Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa, autora e encenadora.
 
Do seu percurso, destacam-se os musicais "Calcutá", do qual foi também diretor musical António Andrade Santos, e ainda "Once in Fado", "Eusébio", "Godspell" e "Wojtyla", entre outros.
 
Matilde Trocado fez formação com a SITI Company, Stagedoor Manor Performing Arts School e no Broadway Dance Center, em Nova Iorque.
 
Andrade Santos é professor assistente convidado na Escola Superior de Música de Lisboa. Licenciado em Direção Coral e Formação Musical, participou, entre outros projetos, em "Wojtyla", "1906" e "O nosso grande amor".
 
Lisboa tem a distinção de Patriarcal desde a bula de 07 novembro de 1716, que deu essa categoria à então capela real, no Paço da Ribeira, uma distinção que, no mundo ocidental, além da capital portuguesa, só cidade italiana de Veneza possui.