Adriana Calcanhotto dá dez concertos em Portugal apenas com voz e violão

A cantora brasileira Adriana Calcanhotto inicia, na sexta-feira, uma série de dez concertos em Portugal, somente acompanhada de violão, reencontrando-se com o público português que conheceu em 2000, quando se estreou em Lisboa.
É na capital, na Culturgest, que a artista inicia a digressão, seguindo para Torres Novas, no sábado, e retornando a Lisboa, no domingo.
Depois, o périplo segue, na próxima semana, pelo Porto, Leiria, Castelo Branco e Torres Vedras.
A 24 de abril, ruma aos Açores, para dois concertos em Ponta Delgada e Angra do Heroísmo, terminando a digressão no dia 27, na Guarda.
Apesar de ter lançado recentemente o terceiro álbum com o alterego Adriana Partimpim, vocacionado para crianças, Adriana Calcanhotto não deverá incluir esse repertório nesta digressão.
O mais recente de Calcanhotto data já de 2011, "O micróbio do samba", e já tinha sido tocado ao vivo em Portugal, quando foi lançado.
Na nova digressão a cantora deverá revisitiar toda a carreira, apenas para voz e violão, 13 anos depois de ter tocado pela primeira vez em Portugal, precisamente na Culturgest.
"Nunca vou esquecer do meu primeiro concerto em Lisboa, sozinha com minha guitarra e uma audiência mágica, em outubro de 2000. Na primeira noite caí de amores pela cidade, e por Portugal, dentro dela. Naquela noite fiz amigos queridos e é tudo nítido e intocado na minha memória, em geral bem turva", recorda a cantora, num texto escrito para a Culturgest.
 Nascida em Porto Alegre, em 1965, Adriana Calcanhotto editou álbuns como "Enguiço" (1990), "A fábrica do poema" (1994), "Marítimo" (1998), "Cantada" (2002) e "Maré" (2008), que são exemplos da renovada música popular brasileira, reinventou-se para o público infantil com o alterego Adriana Partimpim, responsável por três trabalhos discográficos, e editou também um livro para crianças.
Adriana Calcanhotto já musicou poesia portuguesa (Mário de Sá Carneiro, por exemplo), colaborou com artistas portugueses (António Chaínho) e em 2008 editou o livro "Saga lusa - o relato de uma viagem", no qual conta, na primeira pessoa, o surto psicótico sofrido durante a promoção do álbum "Maré", em Portugal, por causa de uma gripe.