Câmara de Lisboa assinala no domingo fim de obras no Eixo Central

A Câmara de Lisboa assinala no domingo o fim das obras no eixo central da cidade, que abrange as avenidas da República e Fontes Pereira de Melo, com atividades desportivas e animação de rua.
   
Em comunicado, a autarquia indica que este será "um dia para toda a família, com espaços desportivos, concertos, animação de rua e mega aulas de zumba, de 'fitness' e de dança", no qual estarão também montadas "bancas de street-food [comida de rua] e artesanato".
 
Uma vez que estas atividades se realizam na rua, "o espaço entre a Avenida João Crisóstomo e a Praça de Picoas vai estar sem carros (...) para aproveitar a renovação do espaço público nesta zona da cidade", refere o município, acrescentando que a interrupção do trânsito vai verificar-se das 06:00 às 20:00 entre as avenidas João Crisóstomo e Tomás Ribeiro, podendo os residentes circular nas faixas laterais da Avenida da República.
 
O projeto do Eixo Central, em obras desde o final de abril deste ano, previa o alargamento dos passeios, a criação de zonas verdes, a repavimentação das faixas de rodagem, o reordenamento do estacionamento e a criação de uma ciclovia bidirecional, no âmbito do programa municipal "Uma praça em cada bairro".
 
A intervenção, orçada em 7,5 milhões de euros, gerou a contestação de alguns moradores por estar em causa a perda de estacionamento.
 
Em maio, o presidente da autarquia, Fernando Medina (PS), admitiu que as obras de requalificação implicariam a redução de 60 lugares.
 
Também o abate de árvores preocupou alguns munícipes.
 
Em meados de junho passado, a Câmara Municipal informou que, naquela zona da cidade, seriam ser plantadas 741 novas árvores e que 15 das que lá existiam seriam abatidas, após queixas da Plataforma em Defesa das Árvores quanto ao abate de alguns exemplares.
 
No que toca a perturbações durante as obras, as principais verificaram-se no trânsito, já que naquela zona - nomeadamente a Avenida Fontes Pereira de Melo - houve cortes de trânsito durante alguns meses.
 
Também os negócios ali à volta foram afetados, com comerciantes do Saldanha e de Picoas ouvidos pela Lusa em maio do ano passado a queixarem-se de problemas como o ruído e a poeira.