Cavaco Silva manifesta a sua confiança nos chefes militares de amanhã

O Presidente da República manifestou hoje em Sintra a sua confiança nos "chefes militares de amanhã" e disse não ter a "mínima dúvida" que os portugueses confiam nas Forças Armadas portuguesas.
Dirigindo-se aos cadetes do 1º ano da Academia da Força Aérea que esta tarde prestaram o juramento de bandeira, o chefe de Estado disse-lhe que a sua geração confia neles.
"Nós temos confiança em vós, os portugueses da minha geração confiam em vós. E eu, como comandante supremo das Forças Armadas, não tenho a mínima dúvida de que os portugueses têm razões para confiar nas suas Forças Armadas e naqueles que serão os seus futuros chefes" afirmou Cavaco Silva.
Numa curta intervenção de improviso, o Presidente da República lembrou também o dia em que jurou bandeira na Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, sublinhando que é um dia que "fica guardado na memória para sempre.
"É um dia que vocês nunca mais irão esquecer, o mesmo se passou comigo", frisou, notando que o juramento da bandeira é a cerimónia em que se assume um compromisso solene com a pátria e voluntariamente se jura fazer tudo o que for possível para a defender.
"Mas, este é também um dia marcante na vossa formação profissional, no caminho que irão percorrer na opção que fizeram pelas Forças Armadas portuguesas. Um caminho exigente, um caminho de trabalho, um caminho em que cada um de vós vai interiorizar os valores e os princípios que caracterizam as nossas Forças Armadas e devem ter orgulho desses valores e desses princípios", acrescentou.
Além disso, continuou, a formação que os alunos da Academia da Força Aérea recebem vai contribuir para enfrentarem melhor as "dificuldades da vida".
"Com a preparação técnica que adquirem, com os princípios e valores que são transmitidos não tenho dúvidas que será mais fácil percorrer os desafios difíceis da vida", referiu.
Já no final da intervenção, o chefe de Estado destacou ainda o papel da família dos militares, salientando que esse pilar é "insubstituível".
"Depois de estado colocado na Pontinha, de onde partiu a revolução do 25 de Abril, estive depois dois anos em Moçambique e sei bem como foi fundamental para mim o suporte da família", recordou Cavaco Silva, que no final da cerimónia não fez qualquer declaração à comunicação social.