Feira do Livro de Lisboa reúne 277 expositores e muitas actividades paralelas

A edição deste ano da Feira do Livro conta com dez novos participantes, entre os 123 inscritos, e "um número recorde de 277 pavilhões", disse o seu diretor técnico, Pedro Pereira da Silva.
 
Entre as novidades deste ano, Pedro Pereira da Silva destacou a criação de uma aplicação móvel, "Feira do Livro de Lisboa", que ficará disponível para Android e iOS.
 
Esta aplicação gratuita vai permitir ao utilizador aceder ao mapa do certame, pesquisar autores, títulos e a sua disponibilidade por editor, saber os autores presentes, apresentações de livros e os "livros do dia".
 
João Amaral, presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), entidade que organiza a Feira, anunciou, "com grande satisfação", o regresso do Brasil, com um pavilhão, seis anos depois da última presença daquele país, no certame.
A Feira irá, pela primeira vez, ser visitada por editores estrangeiros, numa iniciativa do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).
 
A ideia, explicou João Amaral, é que os editores estrangeiros possam comprar em Lisboa os direitos dos livros de autores nacionais, "e não serem só os editores portugueses a irem vendê-los às Feiras do Livro de Frankfurt ou Londres".
 
A "Hora H", que permite comprar livros, fora dos 18 meses do preço fixo - editados há mais de ano e meio -, com o mínimo de 50% de desconto, volta a acontecer na última hora da Feira, entre as 22:00 e as 23:00, a partir do próximo dia 30, e tem, este ano, uma adesão de 80% dos participantes, disse Pedro Pereira da Silva.
 
Outra iniciativa que regressa é "Acampar com histórias", destinada a crianças entre os oito e os dez anos, que vão acampar durante uma noite na Estufa Fria, mas as inscrições "estão já esgotadas", disse Pereira da Silva. Estão previstas oito noites com grupos de 20 crianças.
 
A feira encerra no dia 13 de junho.