Futura sede da PSP de Cascais em 2017 com investimento de 2,8 ME assegurado

 A ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, assegurou hoje que a verba de 2,8 milhões de euros, necessária para as obras da futura sede da Divisão da PSP de Cascais, a funcionar em 2017, está "devidamente acautelada".
 
O conhecido ‘edifício amarelo', instalado na Avenida Engenheiro Adelino Amaro da Costa, que estava a ser construído há uma década para instalar a Sede da PSP de Cascais, vai ser alvo de uma intervenção para pôr fim a um problema que se arrasta há 60 anos.
 
A ministra da Administração Interna e o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, assinaram hoje um protocolo para a realização de obras que deverão estar concluídas em 2017.
 
Confrontada com um eventual novo governo e o risco de a obra ser novamente posta em causa, Anabela Rodrigues assegurou que a verba necessária está acautelada.
 
"Chegar até aqui foi muito importante e agora há que olhar para o futuro e está devidamente acautelado que a obra se irá iniciar e estará concluída em 2017. Está devidamente cabimentada a verba necessária para a conclusão da obra", sustentou a ministra.
 
Anabela Rodrigues sublinhou ainda que Governo deu o "impulso necessário", a um projeto que se foi arrastando há vários anos, prejudicando o erário público e sem servir a população.
Melhor atendimento, melhores acessos e condições dignas às forças de segurança são garantias dadas pela ministra.
 
"Isto vai ainda permitir que 12 elementos da PSP possam ser libertados para o patrulhamento e policiamento de proximidade", acrescentou.
 
O presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, apontou a "irresponsabilidade e incompetência" de quem permitiu que este processo se arrastasse por várias décadas.
 
"Houve muita irresponsabilidade e muita incompetência, para não falar noutro tipo de adjetivação, e neste caso quem ficou prejudicado foi Cascais. Outros governos condicionaram, outros primeiros-ministros e outros ministros das Administração Interna condicionaram e muito a má qualidade das instalações que a PSP dispõe", sustentou o autarca.
 
Carlos Carreiras disse ainda não ter dúvidas de que é desta que a obra vai finalmente concretizar-se.
 
"Ao fim de 60 anos, mais precisamente ao fim de 15 anos de um processo que não lembra a ninguém, temos agora um reinício de poder voltar a ter esperança num futuro para dar condições condignas às pessoas que trabalham nas forças de segurança em Cascais", acrescentou.
 
À autarquia caberá promover o projeto, fiscalização e empreitada de reabilitação, adaptação e conclusão do edifício.
 
A despesa na obra será suportada pelo município e reembolsada posteriormente pela Polícia de Segurança Pública.
 
As futuras instalações vão acolher a sede da divisão da PSP, bem como a esquadra de trânsito, o departamento de investigação criminal e o de fiscalização e intervenção policial, servindo um total de 200 elementos de segurança.