Greve à recolha de lixo sentida nos bairros e nas zonas turísticas de Lisboa

As zonas residenciais de Lisboa são as mais afetadas pela greve dos serviços de limpeza da câmara lisboeta, segundo o sindicato dos trabalhadores do município, que estima em 85% a adesão à paralisação. Porém, em plena Baixa já se notam os efeitos da paralisação com contentores a abarrotar e sacos de lixo por toda o lado, num péssimo cartão de visita para o turismo que visita a capital.

"Os números [de adesão] mantêm-se nos 85%", disse à agência Lusa Vítor Reis, do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML).

Segundo Vítor Reis, as zonas mais afetadas hoje serão as zonas residenciais, uma vez que os serviços de limpeza estão a ser concentrados nas zonas turísticas e na baixa da cidade.

"De certeza que na Baixa, Belém e nos sítios mais turísticos a câmara vai tentar manter [a situação] o mais normal possível. Se mantêm a Baixa e as zonas turísticas limpas, nas zonas residenciais deve haver mais lixo por apanhar", disse

Os trabalhadores dos serviços de limpeza da Câmara Municipal de Lisboa estão em greve desde terça-feira e até 05 de janeiro contra a intenção da autarquia de privatizar este setor.

Na terça-feira, a adesão à paralisação rondou os 90% e a maioria das ruas da capital ficou sem recolha de lixo, segundo o STML.

Na quarta-feira não houve greve por causa do feriado de Natal e hoje o primeiro período de paralisação começou às 05:00 horas.

A greve foi convocada contra a "externalização de serviços e de atribuições e contra a privatização de serviços públicos essenciais, pelo direito inalienável do vínculo laboral dos trabalhadores ao município e contra o esvaziamento de atribuições de serviços da Câmara Municipal de Lisboa".

A Câmara de Lisboa emitiu um aviso à população informando que a greve ao trabalho normal, às horas extraordinárias e ao trabalho suplementar "poderá afetar o normal funcionamento do sistema de limpeza e recolha de lixo na capital".

A autarquia recomenda "a todos os moradores que separem e acondicionem devidamente os seus resíduos domésticos e evitem a sua deposição na rua", garantido que desenvolverá "todos os esforços" para minimizar as eventuais consequências do protesto.