Há um novo Estrela na Amadora

Com o salão nobre dos Bombeiros Voluntários da Amadora totalmente cheio, a nova direcção do CDE apresentou o projecto com o qual acredita poder ser possível refundar o Estrela da Amadora.

“Queremos honrar o passado, relembrando o bom que o clube já nos deu e procurando esquecer aquilo que de mau se passou”, afirmou o presidente da Assembleia-Geral do novo clube, Jorge da Silva.

O responsável explicou que o CDE pretende ser um clube formador e de comunidade e que para isso vai tentar recuperar a mística do extinto Estrela da Amadora. “Queremos recuperar o mesmo equipamento tricolor e poder jogar no Estádio José Gomes (Reboleira) a nossa casa de sempre”, afirmou.

Nesta primeira fase, os responsáveis querem apostar na formação e por isso vão apenas apresentar a competição uma equipa de benjamins.

“O futebol sénior é o nosso objectivo máximo, mas não queremos construir a casa pelo telhado. Primeiro queremos ter um espaço para funcionar e estabilidade financeira”, explicou.

Paralelamente à apresentação da nova equipa decorreu também a primeira admissão de sócios, à qual recorreram antigos sócios do Estrela da Amadora.

“Vi grandes jogos e percorri muitos quilómetros para acompanhar o Estrela. Para mim o Estrela nunca morreu e por isso foi com muita emoção que soube que querem dar nova vida ao clube”, afirmou Manuel Lameira, sobrinho de um dos fundadores do Estrela da Amadora, em declarações à agência Lusa.

O pedido de insolvência foi interposto pelo Estrela da Amadora, impedido de inscrever-se na Liga portuguesa de futebol na temporada de 2009/2010, alegando o clube impossibilidade de cumprir pontualmente com as suas obrigações, uma vez que não detinha meios próprios ou de crédito.

Por não cumprir os requisitos estabelecidos pela Federação Portuguesa de Futebol no processo de inscrição nas provas de seniores, o Estrela da Amadora, 10.º na II Divisão nacional na época de 2009/10, apenas competiu na época de 2010/11 nos escalões jovens, pela primeira vez desde que foi fundado, em 1932.