Lisboa, Almada, Cascais entre as cidades portuguesas mais inteligentes

 

Lisboa, Almada, Cascais, Aveiro e Vila Nova de Gaia destacam-se pelo seu comportamento "inteligente" num índice que vai além das soluções tecnológicas utilizadas e integra também sustentabilidade ou inclusão social.   
O Índice de Cidades Inteligentes 2012, elaborado pela Inteli e hoje apresentado em livro, contempla 20 dos 25 municípios da rede Living Lab RENER para a renovação urbana, de todo o país, e analisa as áreas da governação, inovação, sustentabilidade, inclusão e conectividade, com cerca de 80 indicadores cada uma.
Catarina Selada, responsável pelo projecto, disse hoje à agência Lusa que "as cinco cidades que mais se destacaram globalmente, em termos de resultados integrados, foram Lisboa, Almada, Cascais, Aveiro e Vila Nova de Gaia".
Quando analisado cada indicador, "há várias cidades que se destacam e desenvolvemos uma base de dados de boas práticas municipais, já temos 150 projectos de referência em todas as áreas, em todas as localidades", avançou Catarina Selada.
Um dos objectivos do Índice Cidades Inteligentes, apoiado pela Siemens e pela Caixa geral de Depósitos, é identificar e partilhar trabalhos que contribuam para melhorar a qualidade de vida dos habitantes de uma forma sustentada, para que possam ser adaptados por outras localidades.
O conceito "não se limita a analisar a área das tecnologias" e considera que "uma cidade inteligente é mais uma cidade para as pessoas e deve começar pelo capital humano e pelas comunidades", explicou a directora do departamento de cidades da Inteli.
Em cada uma das áreas analisadas distinguem-se cidades diferentes e Catarina Selada referiu o exemplo da sustentabilidade, com avaliação de indicadores respeitantes a energia, edifícios, qualidade do ar, gestão da água e dos resíduos, mobilidade e biodiversidade.
"Se em termos globais, Lisboa se destaca em todas as dimensões, quando é analisada só a sustentabilidade, Almada, Vila Nova de Gaia e Cascais aparecem com melhor desempenho", especificou a responsável.
Na sustentabilidade, na questão energética, "Loures assume o melhor posicionamento", tem mais capacidade de produção local de electricidade e uma meta de redução de emissões superior a todas as cidades portuguesas, com 36% até 2020", explicou.
Na vertente inclusão social e cultural, onde é analisada a coesão social, inovação e empreendedorismo social, diversidade cultural ou inclusão digital, em termos globais, "destacam-se as cidades de Almada, Lisboa, Coimbra e Cascais".
Catarina Selada realçou que olhar para as cidades inteligentes também significa promover a inovação do ponto de vista empresarial.
"Existe um mercado interessante para as empresas portuguesas ligadas às cidades inteligentes, nomeadamente as que fornecem soluções urbanas inovadoras" para a eficiência energética dos edifícios, gestão da água e dos resíduos ou na área da governação, defendeu.
Desenvolver cidades inteligentes implica uma "lógica de articulação das cidades, dos organismos públicos, das empresas, dos centros de investigação, das comunidades e dos cidadãos", resumiu a responsável pelo projecto.