Ocupações altas ultrapassam expectativas na Pousada de Lisboa

A Pousada de Lisboa, a mais recente unidade de luxo das Pousadas de Portugal, inaugurada em junho, tem registado uma atividade "claramente" superior às expectativas do grupo, com taxas de ocupação entre os 73% e os 90% até setembro.
 
"Têm sido meses muito intensos para todos, que dificilmente poderiam ser mais gratificantes, e que estão claramente acima das expectativas, que já eram muito altas. Uma abertura de um hotel mesmo com este tipo de registo não é uma coisa comum de acontecer. Estamos muitíssimo satisfeitos", afirmou o administrador das Pousadas de Portugal, Miguel Velez, à Lusa.
 
A Pousada de Lisboa abriu em junho, embora a sua comercialização tenha começado em dezembro de 2014, tanto a nível nacional como internacional usando os vários canais 'online' [sites] e 'offline' [operadores e agências de viagens].
 
Uma estratégia que permitiu ao grupo começar a atividade com uma taxa de ocupação por quarto de 73% no primeiro mês, 76% no segundo e de 90% nos três meses seguintes. Vendas que foram feitas "com preços praticamente sempre acima dos 200 euros", acrescentou.
 
A venda de estadias nesta pousada "é dentro de um posicionamento de topo”, disse o administrador, explicando que não houve “nem 'soft opening' [fase de pré-inauguração] nem preços de lançamento”.
“Abrimos com o nosso preço e, basicamente, está posicionada dentro das cinco unidades de referência de Lisboa como preço. Fizemos sim, uma estratégia de valor acrescentado, da experiência, do serviço, e as taxas de ocupação falam por si: um hotel que nunca esteve abaixo dos 70%", garante Miguel Velez.
 
Em termos dos mercados mais relevantes, o total até setembro de 2015 distribuiu-se em 14% de franceses, 12% de ingleses, 9,0% de americanos, 8,0% de portugueses, 7,0% de alemães e 5,0% de belgas.
 
A ajudar na promoção, segundo o mesmo responsável, está o facto de esta unidade já ser membro da Small Luxury Hotels of the World e da Condé Nast. No início deste mês, a Pousada de Lisboa foi distinguida como o 'Melhor pequeno e exclusivo novo hotel' ('Best Newcomer') pelos prémios de Excelência da Condé Nast Johansens 2016, numa cerimónia que decorreu, em Londres, a 02 de novembro.
 
Miguel Velez considera que este prémio "é extremamente positivo”: “Por um lado, por Portugal, porque posiciona o país como um destino de referência, é importante um prémio da categoria mais alta - quando estamos a comparar que a maior parte dos vencedores são de Itália e alguns de Espanha – e, por outro, porque posiciona Lisboa e é ótimo fortalecer um destino que está a crescer - e que não é por uma questão de moda", em sua opinião, explica.
 
Além disso, posiciona o universo do Grupo Pousadas de Portugal, que gere uma rede de 27 unidades (excluindo Freixo e Cascais, que estão noutro segmento), dando-lhes reconhecimento a nível internacional, bem como especificamente a esta pousada "quer como produto, quer da experiência que é oferecida", disse.
 
Questionado se este desempenho é uma consequência do crescimento que se tem verificado no turismo em Portugal e no destino Lisboa em particular, apesar de não ser das regiões que mais cresce, Miguel Velez admite que o grupo "acompanha a maré, pois esta quando sobe é para todos", mas lembra que "também há uma oferta hoteleira grande" na capital, que "há uma concorrência forte".
 
"A taxa de captação que tivemos foi muito superior àquela que o mercado tem. Abriram vários hotéis em Lisboa e nós ganhámos quota de mercado muito acelerada", sublinha.
 
Ainda assim, acrescenta, esta unidade está "no melhor 'spot' [localização], por assim dizer, e com uma marca forte que são as Pousadas de Portugal. O facto de ser uma Pousada de Lisboa ajudou muito rapidamente a posicionar o produto, porque aqueles que conhecem as pousadas já sabem qual é o conceito. Se não fosse, poderia não ter tido o mesmo arranque".
 
Para o final de ano, cuja época alta é o 'réveillon', o administrador admite estar curioso com a afluência em termos de mercados que esta pousada irá ter.
 
"Estamos muito expectantes. Mas, pessoalmente, acredito que somos capazes de ficar admirados com a presença de estrangeiros no natal. É possível terem mais peso. É algo que é normal nos EUA, as famílias saírem nesta altura, e começamos a ver uma tendência a mudar em alguns mercados europeus. Estou um bocadinho curioso para ver como é que vai correr", afirma.