Políticas estruturantes travam desemprego em Oeiras

Oeiras tem menos de metade da taxa de desemprego verificada a nível nacional, sendo o terceiro concelho menos afectado por este flagelo na região da Grande Lisboa (nove municípios). As conclusões são do Gabinete de Desenvolvimento Municipal (GDM) da Câmara de Oeiras, com base numa estimativa feita sobre dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), os quais apontam para um total de 7634 pessoas residentes em Oeiras inscritas nos centros de emprego no passado mês de Março, correspondendo a uma taxa de 6,8%. Uma cifra que coloca o concelho num plano muito favorável quando comparado com a dimensão deste flagelo no quadro nacional (mais de 15%) ou regional (no 3.º trimestre de 2011, a região de Lisboa tinha 14,6% de desempregados, o Algarve 13,3% e o Norte 12,7%, enquanto Oeiras, nessa mesma altura, registava 5,5%). Para o executivo que comanda a autarquia não restam dúvidas de que esta relativa ‘zona de conforto’ quanto à salvaguarda de postos de trabalho não acontece por acaso nem decorre de medidas tomadas avulso.
“A verdade é que estes números têm a ver com outros indicadores, como o rendimento do trabalho, o poder de compra, a segurança pública, a atracção de empresas, ou seja, toda uma estratégia desenvolvida ao longo dos anos pelo Município”, salientou o presidente da Câmara, na sessão da Assembleia Municipal de Oeiras (AMO) realizada no passado dia 30 de Abril.