Relatório sobre viabilidade de um segundo aeroporto na zona de Lisboa será conhecido no final de junho

O relatório sobre a viabilidade de um aeroporto complementar à Portela deverá ser apresentado até final de junho, adiantou o secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Silva Monteiro. “Já temos o relatório do grupo de trabalho, que o Governo ainda não homologou mas deverá fazê-lo em breve”, afirmou o secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Silva Monteiro remetendo para “final de julho” a divulgação das conclusões.
O governante adiantou ainda que “o grupo de trabalho fez um levantamento de todas as alternativas possíveis e que, em teoria, pareciam ter viabilidade”, mas escusou comentar em concreto quaisquer das possíveis localizações para uma futura base da companhia aérea de baixo custo ('low cost'). Da mesma forma, Sérgio Silva Monteiro não quis comentar a proposta apresentada esta semana pelo vice-presidente do PSD e candidato à Câmara de Sintra, Pedro Pinto, para a transformação da Base Aérea de Sintra num aeroporto destinado a voos 'low cost'.
O relatório avançará as conclusões do grupo de trabalho encarregado de analisar a "viabilidade da utilização das infraestruturas aeroportuárias existentes pelo tráfego aéreo civil, de forma complementar ao Aeroporto de Lisboa”.
O estudo deverá ainda incluir uma "avaliação do nível de atratividade para as companhias aéreas, por forma a maximizar a captação de rotas, companhias e passageiros" e verificar se existem fatores ambientais que inviabilizem a sua utilização pelo tráfego civil.
A existência de uma infraestrutura aeroportuária complementar ao aeroporto de Lisboa representa um regresso à chamada solução 'Portela+1', estudada em 2007.
Sérgio Monteiro falava em Óbidos,  à margem do 8.º Congresso da AGEPOR (Associação dos Agentes de Navegação de Portugal), onde ontem participou.

 

Sintra como retagurada à Portela

O vice-presidente do PSD Pedro Pinto defendeu na quarta-feira a instalação de um aeroporto para voos ‘low cost' na Base Aérea deste concelho para dinamizar a economia e gerar emprego.
"Proponho que esta Base Aérea seja transformada num aeroporto civil, para voos ‘low cost', que tem que coexistir com o Museu do Ar e com a academia militar. Temos o segundo maior município do país e temos que nos bater contra todos os lobbies", disse Pedro Pinto durante uma visita à Base Aérea n.º1, em Sintra.
O também candidato da Coligação Mais Sintra (PSD/CDS-PP) e vice presidente do PSD afirmou que Sintra tem a melhor localização das três hipóteses - as outras duas são Montijo e Alverca - que foram estudadas pelo Governo para a concretização do projeto aeroporto da Portela+1.
"Falamos da localização perfeita. Em todas as alternativas há necessidade de construir novas estradas, nalguns casos pontes rodoviárias, ferrovias, tudo necessidades que Sintra não tem. Este aeroporto tem ligações à linha férrea e a autoestradas", referiu.
Pedro Pinto acrescentou: "Fala-se sempre em centenas de milhões de euros de necessidade de investimento. O país não tem dinheiro para fazer esses investimentos, mas não podemos perder a oportunidade de ter um aeroporto em Sintra que, em termos comparativos com as outras localizações, terá custos menores".
Segundo o candidato do PSD e CDS-PP, a instalação de um aeroporto para voos de baixo custo na base de Sintra permitiria dinamizar a economia, captando empresas para o município e gerar postos de trabalho num concelho que tem "índices de desemprego muito elevados".
O vice-presidente dos sociais-democratas acrescentou que também o turismo seria beneficiado com o aumento do número de visitantes.
"A primeira procura por turistas que vêm a Lisboa é por Sintra. Sintra tem um património que tem que ser rentabilizado para o turismo", afirmou.
Segundo Pedro Pinto, a privatização da ANA abre as portas à discussão sobre a necessidade de retirar tráfego aéreo à Portela e à consequente necessidade de se encontrar uma solução para os voos de baixo custo.
"Até à privatização da ANA muitas destas questões eram decididas pelo poder central. A privatização não afasta as decisões do governo mas altera as lógicas", disse.
Em novembro de 2011, o Governo anunciou a criação de um grupo de trabalho para definir a localização da base da companhia aérea 'low cost' easyJet.
Segundo um despacho publicado no dia 20 de janeiro de 2012, em Diário da República, "a equipa de missão deverá apresentar as suas conclusões e recomendações no prazo de 90 dias".
No entanto, até à data ainda não foram anunciadas conclusões desse estudo.