Seixal convida ministro para 'Natal do Hospital' que não existe

A Câmara do Seixal e várias entidades locais convidaram o ministro da Saúde, Paulo Macedo, para estar presente na iniciativa do "Natal do Hospital", no Seixal, que esteve previsto, mas cujas obras não chegaram a avançar.

Em agosto de 2009, foi reconhecida a necessidade de se construir um hospital complementar no Seixal para servir as populações de Seixal, Sesimbra e Almada, tendo sido celebrado um acordo estratégico com o Governo.

Esta iniciativa do 'Natal do Hospital' serve para celebrar a decisão do Governo, apesar de não concretizada, de construir o hospital. Foi reconhecido que o hospital Garcia de Orta, em Almada, está sobrelotado e após uma luta de muitos anos o Governo reconheceu esta necessidade", disse à agência Lusa Joaquim Santos, presidente da Câmara do Seixal.

O autarca lembrou que desde 2009, quando foi assinado o acordo, que a Câmara do Seixal, em conjunto com outras entidades locais e população, realizam a iniciativa "Natal do Hospital", para relembrar a necessidade do hospital e não deixar esquecer o assunto.

"O Governo PSD/CDS suspendeu todos os investimentos, sem critério. O Governo nunca disse que o hospital não era necessário e acreditamos que, mais cedo ou mais tarde, vai ser construído", defendeu.

Joaquim Santos afirmou ainda que o novo hospital do Seixal tinha um orçamento previsto de cerca de 60 milhões de euros, funcionando como apoio ao hospital Garcia de Orta.

"O custo social, das pessoas e funcionários do Garcia de Orta, é muito superior a estes 60 milhões. Só a população do Seixal, em IRS, paga mais de 200 milhões por ano. O hospital devia estar concluído até ao final de 2012 e nem o projeto de construção foi concluído", salientou.

O convite para o ministro da Saúde estar presente no "Natal do Hospital" no Seixal foi entregue na segunda-feira, pelas 11:00, no ministério da Saúde.