Valeu a pena esperar pelo novo motor do Honda Civic

Pensado essencialmente para o mercado europeu e construído na fábrica da Honda em Inglaterra, o novo motor 1.6i-DTEC relançou o posicionamento do Civic no mais concorrido dos segmentos.

Integralmente em alumínio e bastante mais leve (-47 Kg) que o 2.2 i-DTEC (até aqui a única opção Diesel da Honda), este motor permite um preço final bastante mais acessível e enquadrado na actual realidade do mercado. Com preços na casa dos 25 mil euros, o novo Honda Civic 1.6 i-DTEC decreta guerra à concorrência mais directa e acena com outros argumentos capazes de influenciar qualquer escolha: potência de 120 cv/4000 rpm, binário máximo de 300 Nm/2000 rpm, consumos anunciados de 3,6 l/100 km (combinado) e emissões de apenas 94 g/km.

No contacto que mantivemos com o novo modelo, depois de já termos testado todas as motorizações e versões disponíveis no mercado nacional, deu para confirmar que a espera (o modelo foi lançado apenas no final de Janeiro) compensou.

Os técnicos da Honda capricharam e quase conseguiram fazer esquecer as virtudes do motor 2.2, de dimensão exagerada e custos fiscais despropositados para este segmento, que até aqui constituía a única opção diesel disponível.

O novo 1.6 i-DTEC garante suavidade e conforto na condução, mas também uma resposta pronta para quando é necessário, seja em estrada ou na cidade. Ao binário generoso junta-se uma caixa manual de seis velocidades precisa, rápida e bem escalonada (como já é hábito na Honda), a par de uma direcção com assistência eléctrica amiga do condutor e de um sistema de suspensão capaz de garantir comportamento adequado a vários tipos de condução. Só em alta rotação se sente algum ruído proveniente do capot, pois a insonorização e a ausência de vibrações são outras das boas características do Civic.

Porém, são os baixos consumos que constituem um dos principais argumentos desta nova motorização. No teste efectuado pelo JR, não conseguimos igualar a marca dos 3,6 l/100 km, mas não foi difícil rodar abaixo dos 5,0 l/100 km, num misto de condução em estrada e em percursos urbanos (com ajuda dos sistema start/stop e da tecla Eco). Nem mesmo quando levámos o Civic para a montanha ou quando carregámos um pouco mais no acelerador sentimos grandes oscilações nas médias de consumo (entre os 5,4 e os 5,7 l/100 km). Bastante bom. Quase a roçar o excelente, se tivermos em conta a prontidão manifestada pelos 120 cv deste motor.

Em Portugal, a Honda apresenta três níveis de equipamento para o Civic (Comfort, Sport e Lifestyle), sendo que o nível de acesso à gama já se apresenta muito bem equipado, entre muitas outras coisas, com ar condicionado automático e jantes especiais de 16’’.

Escolha acertada para quem procura um carro moderno, de linhas originais,  recheado de tecnologia, fiável e bastante económico.

Paulo Parracho