Vinhos de Lisboa aumentam faturação para 97 milhões de euros

Os Vinhos de Lisboa registaram em 2016 uma subida das vendas de garrafas em 13% e faturaram 97 milhões de euros, disse hoje o presidente da respetiva Comissão Vitivinícola Regional (CVR).
   
Em 2016, foram vendidas 36 milhões de garrafas contra 30 milhões em 2015, o que corresponde a um aumento de 13%, de acordo com dados divulgados pela CVR de Lisboa à agência Lusa.
 
Feitas as contas, foram faturados 97 milhões de euros em 2016, contra 81 milhões em 2015, mais 19,8%.
 
"É o reconhecimento da qualidade dos vinhos. Por outro lado, há uma relação muito homogénea entre qualidade e preço, o que se traduz numa maior procura dos vinhos", justificou Vasco Avillez, presidente da CVR de Lisboa, à Lusa.
 
Os resultados são também explicados pela aposta no marketing e na promoção dos vinhos em feiras internacionais por parte das adegas cooperativas e pelas empresas do setor.
 
Do total das vendas, 70% são oriundas da exportação.
 
Os principais mercados atuais são os Estados Unidos da América, Noruega, Suécia, Finlândia, Canadá, Brasil e China.
 
A região de Lisboa produz 25% da produção nacional de vinhos. Em 2016, foram produzidos 100 milhões de litros, uma quebra de 10 a 12% face a 2015, com 120 milhões de litros.
 
"Houve algumas dificuldades decorrentes da falta de chuva em determinada altura", justificou o dirigente.
 
A região dos vinhos de Lisboa é a maior região a exportar vinhos certificados e a segunda maior do país em área, com cerca de 26 mil hectares de vinha. É também a única a produzir vinhos leves.
 
Possui oito vinhos com Denominação de Origem (Alenquer, Arruda, Torres Vedras, Óbidos, Encostas D'Aire, Bucelas, Carcavelos, Colares), dois vinhos regionais de Lisboa (sendo um deles o único leve do país) e uma aguardente (Lourinhã) com Denominação de Origem.