Projecto para o Arco Ribeirinho deve ser ajustado à realidade

A secretária de Estado do Tesouro e Finanças, Maria Luís Albuquerque, afirmou hoje que territórios do projecto Arco Ribeirinho Sul devem ser potenciados para atrair empresas e emprego, mas os planos têm que ser ajustados à realidade.

"Tenho a tutela financeira da empresa Baía do Tejo e há aqui um trabalho muito grande a ser realizado, nomeadamente de descontaminação de solos para se rentabilizar o espaço. Estamos a acompanhar o trabalho da administração para podermos potenciar a instalação de empresas e atrair investimento e criação de emprego", disse.

Maria Luís Albuquerque, o secretário de Estado Ambiente e do Ordenamento do Território, Pedro Afonso de Paulo, deputados do PSD de Setúbal e a administração da Baía do Tejo estiveram hoje no Barreiro e no Seixal em visita aos territórios da Quimiparque e Siderurgia.

Os dois territórios, juntamente com a Margueira, em Almada, integram o projecto Arco Ribeirinho Sul, que prevê a requalificação das antigas áreas industrias nos três concelhos.

"As questões relacionadas com as grandes obras públicas que existiam foram sempre inviáveis e isso agora é claríssimo, precisamos é investir no que possa criar riqueza para a região e concelhos", referiu a secretária de Estado.

Depois da extinção da sociedade Arco Ribeirinho Sul, a empresa pública Baía do Tejo assumiu a responsabilidade sobre os territórios do Barreiro e do Seixal, pois em Almada ainda é o Fundo Margueira que tem a gestão.

"O projecto Arco Ribeirinho Sul tinha uma componente de reabilitação e de requalificação dos terrenos que continuam. Agora, os planos de urbanização, que partem de pressupostos que não se verificam, é que deixam de fazer sentido no actual contexto", defendeu.

Maria Luís Albuquerque assegurou que a empresa vai trabalhar com as autarquias com o objectivo de potenciar os territórios, mas lembrou que os planos assentavam em projectos que não se vão realizar. "Temos que alterar os planos de acordo com a realidade", defendeu.

Sobre a requalificação dos solos nas antigas áreas industriais, Pedro Afonso de Paulo lembrou que existem candidaturas em curso e que a descontaminação dos solos não vai parar.

"As candidaturas que estão programadas vão avançar. Nesta fase em execução, o valor é de 25 milhões de euros, na próxima fase, dentro deste quadro comunitário, será de 13 milhões de euros e para o próximo quadro de apoio entre os 43 e 45 milhões de euros para Barreiro e Seixal", apontou.